Atenção Auxiliares de Administração Escolar
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Categoria, participe da Greve Geral
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"Defenda seu direito à aposentadoria, que foi conquistado com muita luta"
Reforma da Previdência
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Capitalização falhou em 60% dos países que mudaram previdência, diz OIT. Na capitalização, o trabalhador faz a própria poupança para sua aposentadoria
Atendimento médico gratuito no sindicato
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A categoria tem atendimento em várias especialidades médicas como clínica médica, cardiologia, pediatria, nutrição e fonoaudiologia
A importância de ser sindicalizado
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Além dos direitos previstos na Convenção Coletiva, vale lembrar também os diversos benefícios oferecidos pelo SAAEMG
Homologação das Rescisões Contratuais
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O SAAEMG orienta as empresas, contabilidades e trabalhadores que as rescisões contratuais devem ser homologadas no sindicato.
Contribuição assistencial e mensalidade sindical
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Aos funcionários das escolas de idiomas
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    Notícias

    24/05/2019
    Como a reforma da Previdência de Bolsonaro afeta as mulheres brasileiras
    por Jornal Brasil de Fato

    Mulheres ganham menos que homens, são a maioria dos desempregados e além disso trabalham mais horas por semana. Por isso, elas serão as mais prejudicadas caso a reforma da Previdência seja aprovada.
    Leia abaixo algumas informações que devem ser analisadas nesse contexto e que foram destacadas pelo Jornal Brasil de Fato/Dieese.

    Por que mulheres devem aposentar mais cedo?

    Mulheres trabalhadoras fazem em média 17 horas por semana de tarefas domésticas, enquanto homens fazem 8 horas e meia por semana. Na soma entre as horas de trabalho fora e dentro de casa, as mulheres trabalham 54 horas por semana, e os homens 50 horas. A reforma da Previdência não considera isso e quer igualar a idade de aposentadoria para os trabalhadores e trabalhadoras rurais, mesmo mulheres do campo tendo muito mais trabalho em casa.

    Aumento da idade mínima atrapalha aposentadoria feminina

    A nova proposta sobe para 62 anos a idade mínima para as mulheres se aposentarem. A aposentadoria por idade é a mais comum entre as trabalhadoras, pois não conseguem chegar ao tempo mínimo de contribuição. Em 2017, 63% dos aposentados por idade eram mulheres.

    Mulheres têm mais dificuldade em contribuir para a Previdência

    Do total de mulheres trabalhando, quase metade (47%) não possui registro de carteira assinada. Elas trabalham sem carteira, por conta própria ou auxiliando a família. 14,5 milhões de mulheres declaram que não contribuem para a Previdência. Das trabalhadoras domésticas, 62% não conseguem pagar o INSS. Se elas tiverem que contribuir por 40 anos para ter a aposentadoria integral, muitas não chegarão lá.

    Trabalhadoras negras serão ainda mais penalizadas

    Mesmo entre as mulheres, há grande desigualdade de salários. O rendimento das mulheres brancas é 70% maior que o das mulheres negras. As trabalhadoras negras são maioria nos trabalhos mais pesados (faxina, serviços gerais) e informais, com ainda mais dificuldade para contribuir com o INSS.

    Como é hoje pelas regras atuais?

    Pelas regras atuais, uma mulher de 55 anos e com 25 anos de contribuição teria de trabalhar mais cinco anos para se aposentar por idade e conseguir receber o benefício integral. Ou seja, estaria aposentada aos 60 anos e com 30 anos de contribuição.

    Como pode ficar com a reforma da Previdência?

    Já pelas regras de transição propostas pelo presidente Bolsonaro, que quer implementar a idade mínima de 62 anos para as mulheres, essa mesma mulher terá de trabalhar mais sete anos (55+7 = 62) para se aposentar por idade. Ainda assim, ela só chegaria a 32 anos de contribuição (25+7 = 32) e não se aposentaria com o benefício integral, que, pelas novas regras, vai exigir, no mínimo, 40 anos de contribuição.

    Dessa forma, o benefício será de apenas 60% a quem atingir 20 anos de contribuição e sobe 2% por ano de contribuição que exceder esse tempo mínimo exigido na proposta de reforma, até chegar a 100% com 40 anos de contribuição.

    No caso da trabalhadora, a conta resultaria em um benefício de apenas 84% do valor a que ela teria direito pela regra atual. Ou seja, 60% correspondentes aos 20 anos mais 24% referentes aos 12 anos a mais que ela contribuiu para poder se aposentar aos 62 anos de idade.

    “A mulher na faixa etária dos 55 anos ou menos será a mais prejudicada. Se ela quiser se aposentar com benefício integral, terá de trabalhar mais sete anos e continuar a contribuir por mais dez anos. Ou seja, somente aos 70 anos de idade ela se aposentaria com salário integral”, afirma a professora de Economia e Relações do Trabalho do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Universidade Estadual de Campinas (Cesit-Unicamp), Marilane Teixeira.

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