Atenção Auxiliares de Administração Escolar
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Não ao projeto “Escola da Mordaça”
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Eles votaram contra a sua aposentadoria
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A "Reforma da Previdência aumenta o tempo de contribuição para conseguir a aposentadoria. Saiba quais foram os deputados que traíram o povo
SAAEMG oferece atendimento médico gratuito
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Previna-se contra o câncer de mama
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A importância de ser sindicalizado
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Homologação das Rescisões Contratuais
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O SAAEMG orienta as empresas, contabilidades e trabalhadores que as rescisões contratuais devem ser homologadas no sindicato.
Contribuição assistencial e mensalidade sindical
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Aos funcionários das escolas de idiomas
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    Notícias

    30/09/2019
    Cortes do MEC deixam estudantes da UFU sem investimento e trabalhadores sem emprego
    por Amélia Gomes - Jornal Brasil de Fato | Belo Horizonte (MG)

    A Universidade Federal de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, atende diariamente mais de 21 mil alunos, somente nos cursos de graduação. Os estudantes de agronomia, direito, medicina entre outros cursos, circulam pelos campi da universidade, que ficam nas cidades de Uberlândia, Monte Carmelo, Patos de Minas e Ituiutaba. Melhor dizendo, circulavam! Isto porque com o corte de quase 30% no orçamento da universidade - imposto pelo Ministério da Educação em abril desde ano -, as linhas de transporte que atendiam gratuitamente a comunidade universitária não estão funcionando mais. O transporte intermunicipal foi totalmente cortado e o de dentro de Uberlândia só circula com 30% da frota.

    O orçamento previsto para a universidade em 2019 era de R$ 1,07 bilhão. Deste total R$ 924 milhões é destinado para despesas com pessoal e encargos. Ficando apenas R$ 147 milhões, para arcar com a manutenção e investimentos na instituição ao longo do ano. E foi justamente deste montante que o governo federal cortou. Foram contingenciados R$ 42,7 milhões, ou seja, quase um terço do recurso.

    O corte foi anunciado pelo governo após o início do ano letivo, ou seja, a administração da universidade já havia previsto a alocação do recurso aprovado pela Lei Orçamentária Anual - LOA, aprovado em 2018. Durante audiência pública, realizada na Assembleia de Minas Gerais no último dia 25, o pró-reitor de Planejamento e Administração da instituição, Darizon Alves de Andrade, afirmou que caso o contingenciamento seja mantido a universidade fechará o ano com um déficit financeiro de R$ 30 milhões. “Não temos absolutamente nenhuma condição de arcar com uma redução desse tamanho" ressaltou.

    Bianca Martins, coordenadora geral do Diretório Central dos Estudantes da UFU destaca que além de prejudicar o funcionamento da instituição, o corte do MEC também impactou diretamente na vida dos estudantes.

    Cerca de 60% das bolsas de estágio da instituição foram cortadas. Além disso, desde fevereiro a universidade também arcava com parte do pagamento das bolsas oferecidas pela Fundação de Amparo à Pesquisa - FAPEMIG. Já que a Fundação também sofreu uma queda em sua arrecadação com o corte imposto pelo governador Romeu Zema (Novo) já no começo de sua gestão. Sem recursos a UFU não pode mais arcar com o déficit deixado pela Fapemig, o que resultou em mais cortes de bolsas. A gente tem construído diversas lutas, debates e mostras científicas para dialogar com a população e mostrar a importância do que é produzido na universidade, inclusive para a comunidade externa, como o atendimento no Hospital das Clínicas e a assessoria jurídica, por exemplo.”

    Trabalhadores sem emprego

    Além do corte de estagiários, metade dos 1.800 trabalhadores terceirizados, que prestavam serviços de limpeza, jardinagem, manutenção elétrica, etc. também foram demitidos.

    Para o coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação de Uberlândia - SINTTEC, Mário Costa de Paiva Guimarães Júnior, o corte reflete em sucateamento da universidade e do município. Desde 1998 o Estado não faz concurso para esses cargos, então com as demissões vários setores, que dão estrutura para universidade funcionar, estão operando apenas com metade da sua força. Isso traz maior precarização para os que continuam empregados além de gerar um impacto social enorme para cidade, engrossando a fila do desemprego e afetando diretamente a economia” pontua.

    Edição: Elis Almeida

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