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    Notícias

    10/10/2019
    Colégio Loyola, em Belo Horizonte, censura professora por texto crítico a Bolsonaro
    por Com informações do UOL, O Tempo e Estado de Minas

    Uma professora do Colégio Loyola, em Belo Horizonte, teve a sua prova anulada pela escola por ela inserir em sala de aula um texto crítico ao governo de Jair Bolsonaro escrito pelo artista Gregório Duvivier. Nele, o autor faz uma análise do momento político vivido no Brasil ao abordar o desemprego e as queimadas na Amazônia.

    Em defesa da autonomia dos professores em sala de aula, mais de 400 alunos do Colégio Loyola e seus pais resolveram sair em defesa da professora. Eles publicaram uma carta ressaltando que as questões da prova, que foi aplicada na semana passada aos alunos do 2º ano do Ensino Médio, abordavam apenas a gramática e a estrutura do texto.

    “O texto apresentado ia de acordo às diretrizes da disciplina de Língua Portuguesa, que, ao longo de todo o ano letivo, trabalhou, em sala de aula, os diferentes gêneros textuais, como artigos de opinião, crônicas e resenhas. No terceiro trimestre, inclusive, as aulas foram destinadas aos textos humorísticos e aos recursos utilizados pelos autores para o desenvolvimento do humor. Logo, o texto de Gregório Duvivier, selecionado pela professora, em nenhum momento visa à doutrinação dos estudantes, muito menos à propagação de ideologias político-partidárias”, afirma o texto.

    Na carta, os estudantes ainda lembram que “subestimam nossa autonomia e senso-crítico, e partem do pressuposto que um único texto, com menos de 30 linhas, seria capaz de moldar nossa opinião, supostamente ingênua e infundamentada”.

    Professores repudiam atitude do colégio

    Em nota, o Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro Minas) também repudiou a atitude do Colégio Loyola.

    "Entendemos que a escola é lugar do saber plural e das diversas visões de mundo, as quais devem ser debatidas em consideração também toda a bagagem cultural e de formação original dos alunos. E cabe ao professor oportunizar o acesso às diversas visões de mundo dentro de sala de aula". Em outro trecho da nota, o Sinpro Minas afirma que "repudiamos qualquer tipo de censura, retaliação e mordaça aos trabalhadores da educação em seu pleno exercício ético e consciente da educação no papel de educadores que são".

    Já o Colégio Loyola disse que não houve censura. "O Colégio Loyola trabalha com formação integral dos alunos e para tal, precisamos cuidar de todos os lados da informação", afirma o diretor acadêmico Carlos Freitas.

    Leia abaixo a carta publicada pelos alunos

    “Promover educação de excelência, inspirada nos valores cristãos e inacianos, contribuindo para a formação de cidadãos competentes, conscientes, compassivos, criativos e comprometidos.” Eis a missão da Rede Jesuíta de Educação.

    Ao longo de nossas trajetórias de formação no Colégio Loyola, sempre escutamos que esses valores deveriam ser nossos guias: o caminho rumo a uma educação humana e consciente, que vai de acordo com os princípios jesuítas e com a noção de cidadania global. Uma formação integral, que nos prepara, sim, para o mercado de trabalho, mas que também desenvolve em nós a empatia, o discernimento e o senso de responsabilidade social, formando cidadãos ativos que exercem a liderança inaciana no cotidiano.

    Para atingir tais objetivos, o Colégio Loyola nos proporcionou o acesso a um amplo número de atividades voltadas ao nosso desenvolvimento psicossocial, desde o Ensino Fundamental até a terceira série do Ensino Médio. Entre elas, destacam-se os voluntariados educativos, os retiros espirituais e os projetos de série, que visam, todos, promover o senso crítico e a sensibilidade inaciana. Isso, alinhado à presença de um corpo docente extremamente qualificado e diversificado, garante a formação de excelência, preconizada pela filosofia jesuíta.

    Não obstante, esses valores aparentam não ser bem compreendidos por algumas famílias da comunidade Loyola, que parecem ver, na pluralidade, uma ameaça à qualidade de ensino, tão prezada pela instituição, e aos valores pessoais dos alunos, aparentemente frágeis e manipuláveis. Esse tipo de pensamento, retrógrado e conservador, foi uma alavanca para o episódio que ocorreu no começo da semana, envolvendo um dos docentes da instituição.

    Na última segunda-feira, dia 7, os alunos da segunda série do Ensino Médio realizaram a penúltima avaliação da disciplina de Língua Portuguesa. O teste, que conta com sete questões de múltipla-escolha e três discursivas, foi alvo de críticas não apenas de algumas famílias, como de pessoas mal intencionadas, que disseram encontrar, em um dos textos presentes na avaliação, uma suposta tentativa de “doutrinação marxista”. Entretanto, esses indivíduos, que criticam essa suposta “massa de manobra”, estão claramente mal informados a respeito do episódio, e tentam perpetuar, de forma antiética e imoral, uma evidente perseguição político-partidária.

    Deve-se destacar, aqui, que o texto apresentado ia de acordo às diretrizes da disciplina de Língua Portuguesa, que, ao longo de todo o ano letivo, trabalhou, em sala de aula, os diferentes gêneros textuais, como artigos de opinião, crônicas e resenhas. No terceiro trimestre, inclusive, as aulas foram destinadas aos textos humorísticos e aos recursos utilizados pelos autores para o desenvolvimento do humor. Logo, o texto de Gregório Duvivier, selecionado pela professora, em nenhum momento visa à doutrinação dos estudantes, muito menos à propagação de ideologias político-partidárias.

    Ademais, é importante destacar que, das quatro questões referentes ao texto, uma é relacionada à colocação pronominal, e as outras três à estrutura característica dos textos de humor. Portanto, nenhuma das questões da avaliação exige posicionamento político dos alunos. Não há teor ideológico em nenhum dos exercícios propostos.

    Dessa forma, as críticas feitas, tanto pelos pais, quanto por movimentos políticos nas redes sociais, são completamente infundadas. Não houve qualquer tipo de intenção de manipulação política na elaboração da avaliação, tanto por parte do docente, quanto por parte do Colégio. Além disso, a avaliação não foi destinada a crianças, como muitos pais insistiram, e sim a jovens de dezessete anos, que já possuem discernimento suficiente para compreender a pluralidade política de uma democracia. Essas críticas subestimam nossa autonomia e senso-crítico, e partem do pressuposto que um único texto, com menos de 30 linhas, seria capaz de moldar nossa opinião, supostamente ingênua e infundamentada.

    Em último lugar, urge destacar que a diversidade de ideias, tão cara ao Colégio, é característica fundamental do Estado Democrático de Direito, e, portanto, deve ser defendida. Nós, enquanto alunos e antigos alunos do Colégio Loyola, ressaltamos o nosso compromisso com a pluralidade de ensino, com a autonomia dos professores e com a defesa da liberdade de expressão. Dessa forma, repudiamos os ataques direcionados ao corpo docente do Colégio, assim como a propagação de informações equivocadas a respeito do ocorrido. Contestamos, também, o posicionamento adotado pelo Colégio ao anular a avaliação e, assim, ameaçar a autonomia dos professores em sala de aula. Esperamos, enquanto parte da comunidade Loyola, que a autoridade dos professores seja respeitada e que os princípios inacianos, tão caros à instituição, continuem sendo defendidos, independentemente do contexto político no qual o Brasil se encontra.

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