ATENDIMENTO NUTRICIONAL ON-LINE NO SAAEMG
ATENDIMENTO NUTRICIONAL ON-LINE NO SAAEMG
PRORROGAÇÃO DE PRAZO PARA PEDIDO DE BOLSAS DE ESTUDOS ATÉ 25/06/2020
PRORROGAÇÃO DE PRAZO PARA PEDIDO DE BOLSAS DE ESTU
COMUNICADO 11/06/2020 – RESULTADO ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA VIRTUAL - APROVAÇÃO CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2020/2021
COMUNICADO 11/06/2020 – RESULTADO ASSEMBLEIA GERAL
PROPOSTA DE CCT 2020/2021 A SER VOTADA NA AGE VIRTUAL
PROPOSTA DE CCT 2020/2021 A SER VOTADA NA AGE VIRT
EDITAL DE CONVOCAÇÃO - ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA VIRTUAL
EDITAL DE CONVOCAÇÃO - ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDIN
NEGOCIAÇÕES CONVENÇÃO COLETIVA DE TRAB. 2020/2022
NEGOCIAÇÕES CONVENÇÃO COLETIVA DE TRAB. 2020/2022
COMUNICADO AOS AUXILIARES DE ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR
COMUNICADO AOS AUXILIARES DE ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR
COMUNICADO FUNCIONAMENTO SAAEMG
COMUNICADO FUNCIONAMENTO SAAEMG
Conheça as decisões da liminar
Conheça as decisões da liminar
Convênio médico com atendimento gratuito
Convênio médico com atendimento gratuito
Associados do SAAEMG e seus dependentes contam com atendimento médico gratuito na rede de clínicas Dr.Agora
Bolsas de Estudos - 2020
Bolsas de Estudos - 2020
Pedidos deverão ser feitos no sindicato a partir de abril
Plano de saúde Unimed para a categoria
Plano de saúde Unimed para a categoria
Fale com um consultor agora
Homologação das Rescisões Contratuais
Homologação das Rescisões Contratuais
O SAAEMG orienta as empresas, contabilidades e trabalhadores que as rescisões contratuais devem ser homologadas no sindicato.
Aos funcionários das escolas de idiomas
Aos funcionários das escolas de idiomas
Leia abaixo o documento
Atenção Auxiliares de Administração Escolar
Atenção Auxiliares de Administração Escolar
O SAAEMG orienta os trabalhadores nos seguintes pontos:

    Notícias

    11/11/2019
    Por que mês da Consciência Negra e não da consciência humana?
    por Anatalina Lourenço e Rosana Fernandes

    Por que precisamos do Dia da Consciência Negra? E consciência negra é só pra negros? Qual a dificuldade em entender o sentido da data? Perguntas oportunas e necessárias para entender o Brasil, o que foi a escravidão e os seus efeitos na formação da sociedade brasileira. No país, os negros representam 54% da população, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No grupo dos 10% mais pobres, os negros representam 75% das pessoas, mas entre o 1% mais rico, somam apenas 17,8% dos integrantes.

    Disfarçar o racismo com a história de “consciência humana” é o mesmo que revigorar o mito da democracia racial e condenar o povo negro a outros séculos de exclusão e desigualdade. Em outras palavras: não há nada mais racista do que diminuir a importância do mês da Consciência Negra, principalmente o dia 20 de novembro, dia de Zumbi. Esta data, mais do que mero parágrafo em livros de História, é um esforço para a construção social, o desenvolvimento da identidade em pessoas negras.

    Bolsonaro: um racista declarado no controle do país

    Em primeiro lugar precisamos entender que vivemos um novo momento político, social e cultural no Brasil marcado por um tsunami conservador, elitista e racista. Como consequência desse momento o país elegeu um racista como presidente. Bolsonaro representa um retrocesso na emancipação da população negra, que vinha ocorrendo com os programas sociais. Ele despreza a consciência negra e diz que é “coitadismo”. Nega a escravidão e a consequente dívida histórica dizendo: Eu nunca escravizei ninguém na minha vida (…) O negro não é melhor do que eu, e nem eu sou melhor do que o negro.

    O Brasil foi o último país das Américas a abolir a escravidão em 1888. O tráfico de escravos e os trabalhos forçados de milhões de africanos deram as bases para o desenvolvimento do capitalismo no país.

    Na contra mão da história, Bolsonaro declarou que não acredita que a escravização do povo negro foi realizada e patrocinada pelos europeus. Essa ideia tem como objetivo concreto negar qualquer possibilidade de reparação histórica, política, econômica e social. Não por outro motivo seu governo é contra as cotas nas universidades e qualquer outra política afirmativa ou de reparação.

    As classes dominantes sempre tentaram passar a ideia de que no Brasil existia uma democracia racial, ou seja, que as tensões raciais do período escravocrata foram superadas por uma relação harmoniosa entre brancos e negros, o que fazia do Brasil um experiência racial diferente dos EUA e da África do Sul, mas é só olhar como vive a população negra para que a desigualdade fique totalmente aparente.

    Não podemos tratar Bolsonaro como mais do mesmo. Ter um governo declaradamente racista nos impõe novas estratégias para enfrentar o combate às desigualdades.

    A defesa da vida da juventude negra e das cotas nas universidades são fundamentais, além disso, precisamos aumentar nossa capacidade de articulação com outros movimentos sociais em defesa das liberdades democráticas e direitos sociais. É hora de defender as conquistas que tivemos no período dos governos Lula e Dilma, pensando coletivamente nossas novas estratégias e alianças com os demais setores explorados e oprimidos.

    A violência é um problema social dos mais alarmantes em nosso país, porém, a construção de um país que tenha segurança só será alcançada quando a maior parte da população tiver acesso a direitos sociais mínimos, como saúde, educação, trabalho e acesso a cultura. Ao contrário disso, todas as medidas do atual governo Bolsonaro só fazem aprofundar a  condição de pobreza e violência em nosso país, quando com a sua proposta de Reforma da Previdência reafirma uma estrutura do Estado que mais se assemelha ao período anterior ao trabalho livre e assalariado. Ou seja, cada vez mais, parcelas importantes da população estão sendo jogadas numa condição que não permite a sobrevivência. A fórmula do atual governo parece uma equação simples: retirada de direitos sociais e legislação de extermínio de pobres e negros.

    É necessária justiça social. Não tem como tratar como igual os desiguais. O Brasil tem uma enorme dívida com os negros por isso é imperativo criar políticas de reparação para o crescimento, valorização, justiça e reconhecimento. O racismo é uma ferida aberta, consequência histórica, e irá sempre ser abordada até o dia em que as pessoas negras forem realmente livres. 

    Leia também:

    Evasão escolar é maior entre jovens negros. "É a violência do racismo"

    Consciência Negra: Lutar contra o racismo e por uma sociedade igualitária ao mesmo tempo

    Racismo não dá descanso e impacta a saúde e o trabalho dos negros no Brasil 

    Mackenzie expulsa estudantes de direito que publicou vídeo racista durante as eleições

    Igualdade Racial: "Trabalhar a diferença para construir a igualdade", diz Mônica Custódio

    A utopia contra a escola racista, excludente e com partido

    25 de julho: Dia da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha

    Encontro de Igualdade Racial da CTB debaterá a construção de uma nação mais justa

    IBGE: Pretos ou pardos são 63,7% dos desocupados

    Rua Hermilio Alves, 335
    Santa Tereza - Belo Horizonte - MG
    CEP 31.010-070
    (31) 3057-8200