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O SAAEMG orienta os trabalhadores nos seguintes pontos:

    Notícias

    27/09/2017
    A mídia comercial privilegia o discurso dos patrões
    por Anderson Pereira*

    De todas as reformas que o país discute atualmente (política, tributária, trabalhista e previdenciária), a reforma da mídia deveria ser a primeira delas. Isso porque não é democrático que um país inteiro seja pautado por apenas alguns veículos de comunicação que, como todos sabem, defendem os interesses patronais. O pouco espaço que a mídia comercial concedeu nos últimos meses para aqueles que eram contra a reforma trabalhista reforça a urgência desse debate.  

    Uma análise feita pela ONG Repórter Brasil mostrou essa parcialidade durante a cobertura dos seguintes veículos: TV Globo/Jornal Nacional, TV Record/Jornal da Record,  e os jornais “Folha de S.Paulo”, “O Estado de S.Paulo” e “O Globo” no período que compreendeu cinco dias anteriores e cinco dias posteriores à aprovação do relatório favorável à reforma.

    A adesão do “Jornal da Record”, por exemplo, chegou a 100%. O “Jornal Nacional” também aderiu ao projeto e dedicou quase 80% do seu tempo (77%) contra os trabalhadores.

    Nos jornais impressos, a falta de pluralidade nas análises também foi uma marca. No jornal “O Globo”, por exemplo, 88% do seu conteúdo estava alinhado com as propostas patronais. Nos jornais “O Estado de São Paulo” e “Folha de S.Paulo”, a adesão foi de 68% e 42%, respectivamente.

    Para justificar a aprovação da reforma trabalhista, esses veículos destacavam palavras e frases como “modernização” e “privilegiar a negociação entre patrões e empregados”.

    No “Jornal Nacional”, da TV Globo, apenas uma matéria (2min31s) pode ser considerada contra a reforma. O vídeo mostrou que “na opinião das centrais sindicais, as mudanças previstas fragilizam os direitos dos empregados”.

    Porém, “já nas três reportagens favoráveis ao projeto de lei, o JN deixa claro que houve tensão e discussões exaltadas na sessão da comissão especial da reforma trabalhista, mas não explora as razões das divergências entre os parlamentares e só ouve fontes que apoiam a proposta”.

    Essa parcialidade da mídia também pode ser verificada em outros momentos recentes.

    A Greve Geral realizada no primeiro semestre contra as reformas da previdência e trabalhista, por exemplo, foi mostrada pela mídia brasileira, com honrosas exceções, como um  “fracasso” e reportou apenas cenas de violência com o claro objetivo de criminalizar o movimento.

    Por outro lado, a mídia estrangeira no Brasil reconheceu a força da Greve Geral. O jornal norte-americano The New York Times publicou: “O Brasil se mobiliza contra a austeridade”. Já o alemão Deutsche Welle escreveu: “Brasileiros se mobilizam pela democracia”. A rede de TV britânica BBC registrou: “Primeira greve geral em duas décadas”.

    É por essas e outras que discutir a reforma da mídia é fundamental. No Brasil, poucas famílias controlam os principais meios de comunicação no país. Entre elas estão os Marinho (TV Globo), Abravanel (SBT), Macedo (TV Record), Saad (TV Bandeirantes) Frias (Folha de S.Paulo) e Civita (Editora Abril). Esses grupos estão ligados a outros veículos regionais de mídia, cujo os donos, em grande parte, são senadores, deputados Federais e Estaduais.

    É bom lembrar que muitos deles também têm concessões de rádios ou são donos de jornais. Para burlar a legislação, os “nobres” parlamentares colocam em nome de “laranjas” e assim passam desapercebidos pela justiça. Essa “teia midiática” impede a pluralidade de vozes e trabalha contra a democracia. Em outros países, como na Europa, por exemplo, essa realidade é proibida pela legislação.

    Na Inglaterra, a principal rede de TV do país (BBC) é pública. O mesmo ocorre na França com a France TV. Já no Brasil, mais de 90% das concessões de rádio e TV são privadas.

    Para se contrapor a esse cenário preocupante, o Fórum  Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), formado  por mais de 300 entidades (universidades, escolas, ONGs, etc), defende a divisão igualitária dos meios de comunicação, sendo  1/3 de mídia privada, 1/3 de mídia pública e 1/3 de mídia estatal. Outra reivindicação do fórum é que a lei que proíbe políticos de serem donos de concessões públicas de rádio e TV seja regulamentada. 

    *Jornalista

    Rua Hermilio Alves, 335
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