Atenção Auxiliares de Administração Escolar
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Período de solicitações: 03/09 a 05/10
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Traidores do Povo
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Atendimento médico gratuito no sindicato
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A categoria tem atendimento em várias especialidades médicas como clínica médica, cardiologia, pediatria, nutrição e fonoaudiologia
A importância de ser sindicalizado
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Além dos direitos previstos na Convenção Coletiva, vale lembrar também os diversos benefícios oferecidos pelo SAAEMG
Homologação das Rescisões Contratuais
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O SAAEMG orienta as empresas, contabilidades e trabalhadores que as rescisões contratuais devem ser homologadas no sindicato.
Contribuição assistencial e mensalidade sindical
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Aos funcionários das escolas de idiomas
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    Notícias

    31/01/2018
    A TV que eu quero
    por José Salomão Amorim*

    A Rede Globo lançou um projeto, que estará no ar até a próxima eleição, para colher respostas de gente de todo o país à pergunta: Qual o Brasil que você quer para o futuro? Aqui eu pergunto: “Qual a TV que quero para o Brasil?”. Eis algumas respostas:

    1. Maior diversidade de conteúdo. O sociólogo Herbert de Souza – o Betinho – comentou certa vez sobre o noticiário diário: “Gente, será que é só isso que acontece no Brasil?”. Ele tinha razão: na tevê, por exemplo, é tudo igual em quase todos os canais. É como se nada mais acontecesse. Precisamos de noticiário e programação mais diversificados. Para isso, deve-se substituir o princípio de dar ao telespectador o que ele gosta porque conhece, que leva a tevê a uma programação sempre igual. Melhor seria adotar a norma das tevês públicas europeias de dar ao telespectador aquilo a que ele gostaria de assistir se conhecesse, abrindo espaço à novidade e à criatividade.
    2. Multiplicar as vozes. Seria conveniente dar menos espaço a Trump, ao frio em Nova York, aos incêndios na Califórnia e aos furacões na Flórida. E que no lugar pudéssemos conhecer melhor nossos vizinhos da América Latina (pois é a nossa casa) ou a China e a Rússia, para ficar em dois influentes atores globais. O Brasil também teria maior protagonismo, tomando-se o cuidado de ampliar nossa visão do país para além da avenida Paulista, de Copacabana e da Esplanada dos Ministérios.
    3. Confronto de ideias e imparcialidade. A tevê com que sonho é um espaço público de confronto de ideias, zelosa de sua imparcialidade, mesmo sabendo que a objetividade total não pode ser alcançada. A ausência dessas características na programação é sentida hoje. Tome-se como exemplo o noticiário sobre a reforma da Previdência Social. Nele, poucas vozes aparecem pontos de vista contrários à reforma ou à forma como está sendo proposta.
    4. Respeito à presunção de inocência. Não abro mão do princípio, mesmo sabendo que, como jornalista, meu primeiro dever é informar. Porém, quando vejo o grande número de notícias sobre crimes, denúncias, delações e prisões, constato que, com frequência o telejornal investiga, julga e condena. É um massacre. Deve-se evitar a todo custo a ofensa à honra da pessoa, o que não é fácil num sistema em que a lógica da maior audiência tende a prevalecer sobre os demais valores.
    5. Independência nas relações com o Poder Judiciário. Observa-se entre a tevê e o Judiciário um acordo tácito, baseado, por parte da tevê, na necessidade da cobertura impactante para ter audiência. E, por parte do Judiciário, na vontade de magistrados de terem momentos de fama. Comum a ambos predomina uma visão política conservadora que torna a Justiça seletiva e compromete o funcionamento da democracia.

    Em tempo: a tevê continuará a ser no futuro próximo a principal fonte de informação dos brasileiros

    * Professor e jornalista da Universidade de Brasília (UnB)

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