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    Notícias

    31/03/2017
    Joaquinzão: De apoiador do regime militar, a defensor da democracia
    por *João Batista da Silveira

    Há 53 anos, no dia 31 de março de 1964, o Brasil sofria um golpe político com a deposição do presidente Joao Goulart. Começava ali a Ditadura Militar que cassou direitos políticos, prendeu e assassinou civis e impôs ao movimento sindical um dos períodos mais difíceis da sua história. Um dos sindicalistas que viveram naquela época foi Joaquim dos Santos Andrade, o Joaquinzão.

    O nome no aumentativo era, na verdade, pejorativo, isso porque Joaquim dos Santos foi um dos apoiadores de primeira hora do golpe político-militar. Semanas antes do dia 31 de março daquele ano, Joaquim participou da Marcha da Família com Deus pela Liberdade.

    O movimento era comandado pela organização Tradição, Família e Propriedade (TFP) e reunia os setores empresariais, políticos e religiosos mais conservadores daquela época. A famosa marcha foi para às ruas protestar contra as reformas estruturais de base anunciadas pelo então presidente João Goulart (reforma agrária, urbana, educacional, fiscal e outras).

    João Goulart foi deposto e com a implantação do regime militar os sindicatos foram interditados e muitos líderes foram presos, torturados ou cassados. Foi nesse contexto que Joaquinzão acabou sendo nomeado interventor do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos (SP). Em 1965, ele foi eleito presidente do sindicato, entidade que ele comandaria por 21 anos (de 1965 a 1986).

    No final da década de 1970 e início dos anos 80, com o regime militar já dando mostras de esgotamento, Joaquinzão se empenhou, em agosto de 1981, na realização da I Conferência das Classes Trabalhadoras (Conclat). Nos anos seguintes, Joaquim participou ativamente da campanha das Diretas Já, que defendia o direito ao voto popular.

    As “Diretas Já” tomaram o país e o Brasil escolheu Tancredo Neves no Colégio Eleitoral para presidente. Joaquinzão seguiu na sua militância política e em 1995, já aposentado como juiz classista, passou a ser assessor especial do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. Acusado pelos adversários de enriquecimento ilícito, Joaquim dos Santos passou os últimos anos da sua vida abandonado num asilo na periferia de São Paulo. Ele morreu em 1997, aos 70 anos, vítima de insuficiência respiratória e deixou poucas posses: um carro, uma casa num bairro popular e um pequeno sítio.

    *João Batista da Silveira – Presidente da Federação Sindical dos Auxiliares de Administração Escolar do Estado de Minas Gerais (FESAAEMG)

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