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#8M: CTB participa de atos pelo Brasil em defesa dos direitos das mulheres

No último sábado (8), Dia Internacional da Mulher, diversas cidades brasileiras foram palco de manifestações com pautas convergentes. As mobilizações, que reuniram milhares de pessoas, defenderam a valorização do trabalho feminino, o direito ao aborto legal, a redução da jornada de trabalho sem redução salarial e o combate à violência de gênero e à alta dos preços. A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), esteve presente em atos por todo país.

Belo Horizonte (MG)

Em meio a um cenário de tensão e desafios para as trabalhadoras e trabalhadores mineiros, a presidente da CTB-MG, Valéria Moratto, lança luz sobre as principais lutas enfrentadas no estado durante o ato do 8M.

“Em Minas Gerais, a luta é contra a precarização promovida pelo governo Zema no estado, incluindo a entrega de empresas públicas. Há também uma luta contra a violência de gênero em diversos aspectos e espaços, como no trabalho, violência política e física. As mulheres estão nas ruas, com as centrais sindicais denunciando a inação do governo Zema. Além disso, há uma luta pela redução da jornada de trabalho, contra a escala 6×1, buscando trabalhar 4 dias e folgar 3, bem como a luta por salário igual para trabalho igual”, disse.

São Paulo (SP)

Milhares de mulheres tomaram a Avenida Paulista, em São Paulo, no Dia Internacional da Mulher, com pautas econômicas e trabalhistas em destaque. O alto custo dos alimentos, a luta contra a jornada de trabalho 6×1 e o fim do desmonte das políticas públicas estaduais foram temas centrais do ato.

Lideranças sindicais e feministas criticaram as políticas do governador Tarcísio de Freitas, com foco nos ataques aos serviços públicos e na privatização de equipamentos essenciais para as mulheres. Vereadoras e representantes da União Brasileira de Mulheres (UBM) defenderam a evolução digna, a valorização do trabalho doméstico e o acesso à alimentação saudável. A prisão de Jair Bolsonaro e dos responsáveis ​​pelos atos de 8 de janeiro também foi exigida durante o protesto.

Salvador (BA)

No pós-carnaval, milhões de mulheres e entidades dos movimentos sociais ocuparam as ruas de Salvador para celebrar o Dia Internacional da Mulher. Uma manifestação aconteceu na Barra, com caminhada do Cristo ao Farol, reunindo entidades feministas, centrais sindicais e parlamentares.

Com o tema central “Vivas, Livres e Sem Medo – Mulheres pelo fim do Feminicídio, pelo Direito a Cidade e pelo Bem Viver”, o ato de reforço afirma históricas do movimento feminista, como o fim da violência, a garantia do direito ao aborto legal e o fim da escala de trabalho 6×1.

A presidente da CTB, Rosa de Souza, afirmou: “Temos que fortalecer temas importantes, como o fim do feminicídio, a redução da jornada de trabalho, em defesa da democracia e pela emancipação das mulheres. A CTB Bahia e seus sindicatos filiados se somam aos movimentos sociais em defesa dos direitos femininos. Viva o 8 de Março”.

Fortaleza (CE)

Em Fortaleza e em diversos municípios cearenses, o Dia Internacional da Mulher foi marcado por manifestações nas ruas. Na capital, o ato percorreu o centro da cidade, levando a mensagem do fim da escala 6×1.

A CTB e seus sindicatos filiados marcaram presença no 8M em diversas atividades, como nas ruas, cafés da manhã, palestras e ações audiovisuais.

Aracaju (SE)

No Dia Internacional da Mulher, 8 de março, uma marcha vibrante tomou as ruas de Aracaju, impulsionada pela energia de blocos carnavalescos e reunindo trabalhadores de diversas categorias e segmentos sociais em defesa da igualdade de direitos.

Lideranças do Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE), da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB/SE), da União Brasileira das Mulheres (UBM) e da CUT serviram presentes, ecoando pautas como a luta contra a fome e a violência, o fim da escala 6×1, a justiça reprodutiva e a prisão para todos os golpistas.

Porto Alegre (RS)

Com o lema “Pela Vida de Todas as Mulheres”, cerca de 50 organizações, incluindo a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil do Rio Grande do Sul (CTB-RS), movimentos feministas, sindicatos e partidos políticos de esquerda, realizaram um ato unificado no Centro Histórico de Porto Alegre no Dia Internacional da Mulher.

Os participantes marcharam por vias como Voluntários da Pátria e Doutor Flores, encerrando na Esquina Democrática, para denunciar a violência contra as mulheres e defender direitos e igualdade salarial. A CTB-RS enfatizou a importância de dados para condições de trabalho dignas e combater a violência de gênero, destacando a necessidade de políticas públicas efetivas.

Apesar do calor de 31°C, a manifestação ocorreu em um trajeto reduzido. Os índices de violência contra a mulher no Rio Grande do Sul seguem alarmantes, com 4.817 casos registrados até 5 de fevereiro, incluindo feminicídios, ameaças, estupros e lesões corporais.

Rio de Janeiro (RJ)

No Rio de Janeiro, a data do 8M foi comemorada no Desfile das Campeãs na Sapucaí, na Mobilização Nacional Pelo Feminicídio Zero, com shows de Iza, Ivete Sangalo, Zezé Motta e Leci Brandão, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.

Além disso, mais de 300 mulheres desfilaram com a mensagem “Feminicídio Zero” para conscientizar sobre o combate à violência do gênero. O ato foi  realizado na última segunda-feira (10).

Fonte: Portal CTB.

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