O dia de hoje, 7 de abril, marca, no Brasil, o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola. A data foi criada para ser um chamado à reflexão e à ação de toda a comunidade escolar para prevenir, identificar e enfrentar práticas violentas, que infelizmente ainda fazem parte da rotina de muitas instituições de ensino no país.
O bullying, conforme definido pela Lei nº 13.185/2015, é uma forma de intimidação sistemática — quando há violência física ou psicológica, de forma intencional e repetitiva, por um ou mais indivíduos, contra uma ou mais pessoas. Essa prática pode se manifestar por meio de agressões físicas, insultos, exclusão social, apelidos pejorativos, ameaças ou humilhações. E seus impactos emocionais e sociais, principalmente em crianças e adolescentes, podem ser devastadores e permanentes.
Temos um papel fundamental no combate dessa prática
No ambiente escolar, todos têm um papel no combate ao bullying. No entanto, os Auxiliares de Administração Escolar — porteiros, disciplinários, ajudantes de serviços gerais e demais profissionais que atuam nos corredores, pátios e portões das escolas — são peças-chave nessa luta diária.
Por estarmos em contato direto com os alunos nos momentos de maior circulação e convivência, esses profissionais são muitas vezes os primeiros a testemunhar atitudes suspeitas de violência, discriminação e exclusão. Sua presença atenta e seu olhar sensível contribuem para a construção de um ambiente escolar mais seguro, acolhedor e respeitoso.
Cabe a nós, trabalhadores da educação, não apenas observar, mas também agir, seja intervindo diretamente quando necessário, seja comunicando aos responsáveis pedagógicos sobre atitudes que merecem atenção. Além disso, o diálogo e a empatia com os estudantes também são ferramentas importantes para acolher quem sofre ou presencia esse tipo de violência.
Educação, acolhimento e denúncia
A Política de Combate ao Assédio e às Violências em ambientes escolares e profissionais reforça a importância de combater as diversas formas de violência, seja ela física, psicológica, moral ou simbólica.
Essa política defende a mudança de cultura institucional, baseada em três pilares:
- Formação: capacitar trabalhadores da educação e alunos para identificar e enfrentar o bullying;
- Acolhimento: garantir espaços de escuta segura e livre de julgamentos às vítimas;
- Tratamento das denúncias: assegurar que os casos sejam devidamente registrados e encaminhados com seriedade.
Todos contra o bullying
Combater o bullying é um dever coletivo. Gestores, professores, estudantes, pais e auxiliares de administração escolar precisam caminhar juntos para transformar a escola em um espaço de respeito mútuo e construção de valores.
E que este 7 de abril sirva como um lembrete: a escola precisa ser um lugar de acolhimento, não de medo. De convivência, não de hostilidade. De formação cidadã, e não de exclusão.
O SAAEMG valoriza e apoia o trabalho dos Auxiliares de Administração Escolar nessa missão. Seguimos juntos, por escolas mais humanas, seguras e inclusivas.
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