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Campanha Salarial 2026/2027: SAAEMG entra com protesto judicial contra intransigência dos patrões

As duas primeiras rodadas de negociação da Campanha Salarial dos Auxiliares de Administração Escolar do Estado de Minas Gerais deste ano, realizadas em março, entre o SAAEMG e o Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinepe-MG), terminaram sem avanços para a categoria.

A pauta de reivindicações da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de 2026/2027 foi entregue pelo SAAEMG à representação patronal no dia 2 de fevereiro – a data-base da categoria é 1º de abril.

Apesar da postura polida na mesa de negociações, a representação patronal barrou praticamente todos os pleitos da categoria, com o argumento de sempre: “proibido aumentar custos”.

Diante do impasse, e para garantir os direitos da categoria, o SAAEMG ingressou com um protesto judicial nesta segunda-feira (6). “A medida visa garantir a manutenção das cláusulas da CCT, prorrogando o prazo de negociação por mais 30 dias, assegurando que eventuais conquistas retroajam a 1º de abril”, explica o vice-presidente do SAAEMG, Marco Aurélio Bizarria Werneck, que integra a Comissão de Negociação, juntamente com os diretores Anderson Pereira da Silva (Secretário), Emerson Neiva Rodrigues (Tesoureiro), e o assessor da Diretoria-Executiva, Amaury Alonso Barbosa.

Reajuste salarial

Sobre a principal reivindicação deste ano, o reajuste salarial, o Sinepe-MG avisou que só discutirá o possível aumento após a divulgação do INPC, que deverá ser divulgado entre os dias 10 e 11 de abril. A próxima reunião entre as partes está agendada para o dia 14.

“O SAAEMG exige reajuste integral do INPC mais a média do PIB dos últimos três anos, com antecipação do INPC integral já no pagamento de abril; e reajuste real dos salários, ao invés de abonos ou de bônus únicos. Como as escolas já planejam seus custos com índices maiores que a inflação, não há desculpa para não pagar”, observa Emerson Neiva Rodrigues.

Benefícios barrados

Além do reajuste dos salários, o SAAEMG tem insistido para que os patrões concedam aos Auxiliares benefícios comuns em outras categorias. No entanto, onde há custo, o Sinepe-MG tem colocado empecilhos para atender às justas reivindicações dos trabalhadores:

Vale-combustível: Negado sob a alegação de “falta de controle” e temor de que 100% da categoria peça o benefício;

– Plano de saúde: O Sinepe-MG afirma que os custos são altos e que as instituições preferem não oferecer o benefício;

– Vale-alimentação/refeição e cesta básica: Os patrões alegam que as instituições que têm condições já oferecem os benefícios, e que as demais preferem que os mesmos não sejam obrigatórios, ou seja, que constem na Convenção Coletiva, para não “onerar” as escolas menores;

– Homologação de rescisões no SAAEMG: Mesmo sendo um serviço que o SAAEMG faria sem custos para as instituições, os patrões alegam “burocracia” para atender à reivindicação, cujo objetivo é garantir que o trabalhador não seja prejudicado no acerto final. Com essa recusa, fica claro que a intenção dos patrões é de dificultar a conferência de possíveis erros nos acertos;

– Redução da jornada de trabalho: Sobre a redução da jornada de trabalho de 44h para 40h semanais, sem diminuição do salário, proposta pelo SAAEMG, o Sinepe-MG disse que irá aguardar a votação das leis sobre o tema, em tramitação no Congresso Nacional. Para o SAAEMG, a possibilidade de redução da jornada mediante a redução do salário ou de reajuste salarial zero é inaceitável;

– Insalubridade e periculosidade: No que diz respeito ao adicional de insalubridade e de periculosidade, os patrões dizem que o tema é controverso, pois não consideram que a atividade exercida pelos Auxiliares seja classificada nesses casos;

– Trabalho remoto: Embora tenham aceitado “analisar melhor” esta solicitação do SAAEMG, a resposta inicial foi negativa, diante de supostos espaços ociosos nas escolas e da falta de infraestrutura dos empregados, como computadores e internet, para realização do trabalho em casa;

– Auxílio-crédito: Mais uma vez, o Sinepe-MG descartou a possibilidade de conceder o benefício aos trabalhadores, devido ao aumento de custos, principalmente para as empresas de nmenor porte.

 Mobilização da categoria

Se as instituições alegam que não podem aumentar custos, o SAAEMG reafirma que os trabalhadores não podem pagar a conta. “Conclamamos a toda a categoria para que se mantenha mobilizada para, se preciso, demonstrar sua indignação. Converse com seus colegas, associados ou não ao Sindicato, pois a Convenção Coletiva é para toda a categoria, não apenas para quem é filiado ao Sindicato”, convoca Anderson Pereira da Silva.

Para debater a situação com a categoria, o SAAEMG realizará em breve uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE). Fique atento à convocação e participe!

SAAEMG: Somos trabalhadores, somos educadores.

 

 

 

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