O mês de maio já está perto do fim e o Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino no Estado de Minas Gerais (Sinepe-MG) ainda não apresentou nenhuma proposta oficial, por escrito, referente aos reajustes salariais dos Auxiliares de Administração Escolar.
Após cinco reuniões, o SAAEMG segue sem uma resposta à pauta, aprovada em assembleia, que foi entregue ainda em fevereiro. Com isso, as negociações da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2025/2026 seguem travadas.
As reuniões entre os dois sindicatos vêm ocorrendo quinzenalmente desde março. Até agora, foram cinco encontros, todos marcados por muita resistência patronal e pouca disposição em negociar. Apesar de mencionarem verbalmente a intenção de aplicar apenas o INPC de forma parcelada, nenhuma proposta concreta foi formalizada por escrito, o que impede o avanço das negociações e a convocação de assembleia da categoria para avaliação das condições ofertadas.
Durante o último episódio do SAAEMG Podcast, a presidenta do Sindicato, Carolina Andrade, e o diretor de Infraestrutura, Ricardo Rocha, que também integra a mesa de negociação da CCT, detalharam o cenário atual e alertaram para a gravidade da situação.
“Estamos indignados. Entregamos nossa pauta em fevereiro, conforme deliberado em assembleias, que contaram com a participação massiva da categoria. Mesmo assim, o Sinepe-MG insiste em empurrar a negociação sem de fato fazer uma proposta”, afirmou Ricardo Rocha.
Reajuste e renovação das cláusulas da CCT
A proposta do SAAEMG é clara: reajuste de 8,4%, composto pelo INPC integral (5,2%) mais a média do PIB dos últimos três anos (3,2%). Além disso, a categoria deseja manter todas as cláusulas da CCT anterior, para evitar perda de direitos conquistados.
Segundo Ricardo, do outro lado, o que se viu até agora foram falas vagas, acompanhadas de tentativas frustradas de impor reajustes inferiores ao que vem sendo reivindicado pelo SAAEMG. Em duas oportunidades o Sinepe-MG sugeriu o seguinte:
– Reajuste parcelado em três vezes: 2,0% em abril, 2,0% em agosto e 1,2% em outubro;
– Nova proposta verbal, com reajuste em duas parcelas: 3,7% em maio e 1,5% em setembro, sendo abril pago em junho como abono;
– Para os três primeiros pisos da categoria, um reajuste de 7,5% a partir de maio, com abril também sendo pago como abono em junho.
Porém, nenhuma dessas propostas foi formalizada ou entregue por escrito, o que impede o avanço real nas tratativas. “A postura do sindicato patronal tem sido a de enrolar, jogar com o tempo e tentar impor reajustes rebaixados. As mensalidades das escolas aumentaram em média 10% em Minas, o maior índice do país, com crescimento de matrículas, expansão de unidades e até construção de novos campus. Mas na hora de valorizar os trabalhadores que fazem tudo isso funcionar, não oferecem nem o mínimo”, reforçou Ricardo Rocha.
O SAAEMG segue atento e mobilizado, e destaca que, caso uma proposta oficial seja finalmente apresentada, será convocada uma assembleia híbrida para que a categoria decida coletivamente os rumos da negociação.
“Precisamos da união da categoria. Converse com seus colegas, acompanhe os canais oficiais do Sindicato e participe. A mobilização de cada um faz a diferença para conquistarmos um reajuste justo e a valorização que merecemos”, concluiu Carolina Andrade.
SAAEMG: Somos trabalhadores, somos educadores!





