Em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), realizada no último sábado (18), os Auxiliares de Administração Escolar de Minas Gerais disseram não à contraproposta do Sinepe-MG, em resposta à pauta de reivindicações da Campanha Salarial de 2026/2027 da categoria, apresentada pelo SAAEMG.
A Assembleia, realizada às 10h, de forma híbrida, ou seja, presencialmente, na sede da entidade, em Belo Horizonte, e remotamente, com transmissão pela plataforma Zoom, contou com a participação de centenas de trabalhadoras e trabalhadores, associados e não filiados ao Sindicato.
“A contraproposta dos patrões é inaceitável. Nossa pauta foi construída e aprovada pelo conjunto dos trabalhadores em 14 assembleias, realizadas na capital e interior do estado nos meses de outubro e novembro do ano passado”, lembrou a presidenta do Sindicato, Carolina Andrade dos Santos.
Com recusa dos trabalhadores na assembleia do último sábado, Carolina disse que o objetivo é dar sequência nas negociações para garantir os direitos conquistados e avançar no que for possível.
“A diretoria do Sindicato não tem medido esforços para garantir um bom acordo nesta Campanha Salarial. Com o apoio recebido na AGE, vamos continuar a luta a até a vitória. Agradeço a todos que participaram da assembleia e conclamo a todas e a todos os trabalhadores da categoria para que se juntem a nós nesta luta”, reforçou a presidenta do SAAEMG.
Possíveis prejuízos
Durante a AGE, a Diretoria-Executiva do SAAEMG informou a categoria sobre o andamento das negociações e esclareceu dúvidas sobre a contraproposta dos patrões, que têm se recusado atender a uma série de reivindicações da pauta dos trabalhadores.
A diretora do Departamento Jurídico, Rogerlan Augusta de Morais, detalhou os principais pontos da contraproposta patronal, apontando, juridicamente, os possíveis prejuízos para a categoria.
Entre as principais reivindicações da categoria rejeitadas pelos patrões, estão: plano de saúde, vale-combustível, vale-alimentação/refeição, cesta básica, auxílio-creche, pagamento de adicional de insalubridade, redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução salário; trabalho remoto e a homologação das rescisões no Sindicato.
Os patrões também ameaçaram mexer em conquistas históricas garantidas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), como as bolsas de estudos e a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa), além de modififcar o banco de horas em desfavor dos trabalhadores.
A próxima reunião de negociação com a representação patronal está prevista para o dia 28 de abril.
SAAEMG: Somos trabalhadores, somos educadores.





