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Confirmado: SAAEMG e Sinepe-MG assinam a Convenção Coletiva de Trabalho de 2026/2027

O Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar do Estado de Minas Gerais (SAAEMG) e o Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinepe-MG) assinaram, na tarde desta segunda-feira (15), a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de 2026/2027.

A medida renova todas as cláusulas da CCT, que asseguram os direitos e benefícios dos Auxiliares, e faz valer os reajustes salariais com ganho real para os três primeiros pisos salariais da categoria, sendo:

– 1° piso: 8,0%;

– 2º piso: 6,0%;

– 3º piso: 6,0%;

– Demais faixas salariais: 3,77%.

Os reajustes serão retroativos a 31 de março deste ano, sendo que a diferença dos meses de abril e maio será paga até a folha do mês de julho, como abono salarial.

Impasse e atraso

A assinatura da Convenção, que deveria ter ocorrido na semana passada, sofreu atraso devido a um impasse gerado pela representação patronal, após o encerramento das negociações.

“Ao longo de três meses e oito reuniões de negociação, apresentamos ao Sinepe-MG a pauta de reivindicações aprovada pelas trabalhadoras e trabalhadores nas nossas assembleias. Todas as nossas propostas foram recusadas pelos patrões, sob a alegação de que não podiam fazer nenhum acordo que representasse impacto financeiro para as instituições. Para garantir os direitos da categoria, solicitamos a intermediação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e, finalmente, chegamos a um consenso. Porém, o acordo foi desrespeitado pela patronal momentos antes da assinatura”, relatou o assessor político da Diretoria Executiva do SAAEMG, Amaury Alonso Barbosa (foto), que integrou a comissão de negociação.

De acordo com ele, o entendimento da patronal era de que o pagamento do reajuste salarial seria a partir de junho, e não retroativo a 31 de março. Mas, em nova reunião de negociação, o SAAEMG não aceitou qualquer mudança no pagamento do reajuste, e ficou valendo o que havia sido acordado.

“Diante da necessidade de fecharmos a Campanha Salarial e assinarmos o quanto antes a Convenção, para garantirmos os reajustes salariais e as cláusulas que asseguram os demais benefícios, como as bolsas de estudos, foi o melhor que conseguimos fazer”, considerou o assessor.

 Força do Sindicato vem da categoria

Para Amaury, o desfecho da Campanha salarial deste ano não foi o que o SAAEMG e a categoria almejavam. Porém, foi o possível de ser alcançado diante da intransigência patronal e da correlação de forças.

Ele considera que, por mais que o SAAEMG tenha se esforçado e insistido na importância do envolvimento das trabalhadoras e dos trabalhadores nas assembleias, a participação ficou aquém do esperado.

“Sem a participação em massa dos Auxiliares nas assembleias e nas redes sociais da entidade, os patrões perceberam que não havia uma grande mobilização. Com isso, se sentiram à vontade para barrarem nossas justas reivindicações o máximo que puderam. Isso precisa mudar, é uma questão de conscientização. Para conquistar é preciso lutar, sem participação, não há pressão. Depois, não adianta reclamar nas redes sociais que o Sindicato é fraco, que é isso ou aquilo. Quem faz o Sindicato forte é a categoria!”, enfatizou.

SAAEMG: Somos trabalhadores, somos educadores.

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